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ADRIANA ROCIO VARGAS PRIETOS
Bio
Abstract
ADRIANA ROCIO VARGAS PRIETOS
Possui graduação em Engenharia Química pela Fundación Universidad América (2004) e mestrado em Ciências Químicas pela Universidade Federal de Minas Gerais. Conta com 17 anos de experiência na área de Química Analítica aplicada às Ciências Forenses na Colômbia, atuando principalmente na análise de microvestígios e drogas de abuso.
https://www.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.menu?f_cod=836A13D31187556579826CAA147411B8#
Cuando lo invisible deja rastro: evidencia traza y su poder en la química forense para reconstruir la verdad
La evidencia traza constituye uno de los pilares fundamentales de la química forense, al permitir la identificación y análisis de materiales microscópicos o transferidos que, aunque imperceptibles a simple vista, poseen un alto valor en la reconstrucción de eventos de interés judicial. Este tipo de evidencia incluye fibras, residuos de disparo, fragmentos de vidrio, residuos de incendio, sustancias químicas y otros vestigios que se generan a partir del principio de intercambio de Locard. La presente ponencia aborda los diferentes análisis en la evidencia traza desde la química forense, aplicando enfoques metodológicos para su adecuada recolección, preservación y análisis en el laboratorio forense. Se destacan técnicas analíticas avanzadas propias de la química forense, tales como espectroscopía, cromatografía y microscopía, que permiten caracterizar estas evidencias con altos niveles de sensibilidad y especificidad. Adicionalmente, se explora la interpretación de los resultados desde una perspectiva integral, enfatizando la importancia del contexto, la evaluación de la transferencia y persistencia de los materiales, y la formulación de inferencias científicas que contribuyan a la reconstrucción de los hechos. Evidencia Traza en Colombia por el Instituto Nacional de Medicina Legal y Ciencias Forenses ha sido clave a través del análisis de casos relevantes, se evidencian los aportes en la vinculación entre personas, objetos y escenas, así como sus limitaciones en términos de alcance probatorio. Finalmente, se plantea la evidencia traza no solo como un recurso técnico, sino como una fuente de generación de conocimiento forense y de investigación científica continua, capaz de transformar indicios aparentemente insignificantes en elementos clave para la toma de decisiones en el ámbito judicial.
ADRIANA SANTOS RIBEIRO
Bio
Abstract
ADRIANA SANTOS RIBEIRO
Possui graduação em Engenharia Química, Mestrado em Química e Biotecnologia pela Universidade Federal de Alagoas e Doutorado em Química pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é Professora Titular da Universidade Federal de Alagoas com experiência nas áreas de Eletroquímica, Nanomateriais e Polímeros Conjugados, atuando na área de Ciência Forense em aplicação de materiais avançados para revelação de impressões digitais latentes.
http://lattes.cnpq.br/2753110936126480
https://orcid.org/0000-0001-6109-9428
Materiais avançados e novas tecnologias aplicados a revelação de impressões digitais latentes
A palestra irá apresentar algumas características importantes relacionadas às impressões digitais latentes (composição do resíduo, padrões papilares), métodos convencionais de revelação de impressões digitais latentes e novos materiais baseados em nanopartículas de sílica modificadas com fluoróforos, quantum dots, polímeros condutores, entre outros. Também iremos apresentar alguns conceitos de técnicas eletroquímicas utilizadas para revelação de impressões digitais latentes presentes em superfícies metálicas e seus avanços.
ADRIANO MALDANER
Bio
Abstract
ADRIANO MALDANER
Perito Criminal Federal do INC. Doutor, bacharel e licenciado em Química.
https://lattes.cnpq.br/7421096523152034
Bancos periciais integrados: conectando vestígios, pessoas e territórios
Mesa redonda. Aborda características do PNIDD (Programa Nacional de Informações Periciais sobre Drogas) e como está ocorrendo sua execução na área de drogas apreendidas e toxicologia.
ALESSANDRA ROSADO
Bio
Abstract
ALESSANDRA ROSADO
Alessandra Rosado é professora associada do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Belas Artes da UFMG e especialista em Conservação e Restauração de Bens Culturais pelo Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais (CECOR/EBA/UFMG). É coordenadora do Laboratório de Conservação e Restauração de Escultura (LABORE/EBA/UFMG) e pesquisadora associada e coordenadora do Laboratório de Ciência da Conservação (Lacicor/CECOR/EBA/UFMG). Sua atuação concentra-se no campo da História da Arte Técnica.
http://lattes.cnpq.br/9978680564909091/
https://orcid.org/0000-0002-6968-8283
História da técnica, Arqueometria e arte brasileira: fundamentos para a prática pericial
A História da Arte Técnica (Technical Art History) e a Arqueometria configuram-se como campos metodológicos fundamentais no âmbito dos estudos sobre o patrimônio cultural. Ambas se caracterizam pela aplicação integrada de métodos oriundos das ciências experimentais, naturais, tecnológicas e humanas aos bens culturais, com vistas à obtenção de dados relativos às suas composições materiais, técnicas de execução, contextos históricos de produção e trajetórias de uso e circulação. Nesse âmbito, destacam-se as investigações voltadas às pinturas sobre tela e/ou madeira, bem como a douramentos, conduzidas pelo grupo de pesquisa vinculado ao Lacicor/CECOR/EBA. Tais estudos têm sido desenvolvidos em colaboração com instituições responsáveis pela salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro, a exemplo do IPHAN, do IBRAM, dos Ministérios Públicos estaduais e federal e da Polícia Federal, com ênfase em análises de proveniência, processos de autenticação e ações de enfrentamento ao tráfico ilícito de bens culturais. As referidas pesquisas, de natureza eminentemente transdisciplinar, têm viabilizado a consolidação de abordagens integradas de investigação, contribuindo para o incremento da consistência analítica e da confiabilidade dos resultados produzidos, especialmente no que se refere à interpretação técnico-material e à fundamentação de pareceres especializados no campo da perícia aplicada ao patrimônio cultural.
ALESSANDRA SUSSULINI
Bio
Abstract
ALESSANDRA SUSSULINI
Livre-docente em Química Analítica no Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atua na integração de ciências ômicas baseadas em espectrometria de massas em estudos de doenças neuropsiquiátricas, psicoativos naturais e alimentos agroecológicos. Autora de mais de 70 artigos científicos e editora de livro publicado pela Springer Nature. Recebeu o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico em Direitos Humanos da Unicamp/Instituto Vladimir Herzog (2023) e foi destacada pela revista Metabolomics (2026) como liderança feminina influente na área.
http://lattes.cnpq.br/9616664867188004
Metabolômica da Cannabis: explorando os perfis químicos e seus efeitos terapêuticos
A crescente diversificação dos produtos à base de cannabis e sua relevância nos contextos forense, regulatório e medicinal tem ampliado a demanda por estratégias analíticas capazes de caracterizar sua composição química de forma abrangente. Nesse cenário, a metabolômica destaca-se como uma ferramenta poderosa para a obtenção de perfis químicos de alta resolução, permitindo a caracterização de óleos de cannabis por meio da identificação de canabinoides, terpenos e outros metabólitos relevantes. Nesta palestra, serão apresentados estudos que empregam abordagens metabolômicas para explorar os perfis químicos de óleos de cannabis, com potenciais aplicações na caracterização, autenticação e controle de qualidade desses produtos. Além disso, serão discutidos estudos que utilizam a metabolômica para compreender os mecanismos de ação do óleo de cannabis e canabinoides isolados em modelos experimentais, contribuindo para o entendimento de seus potenciais efeitos terapêuticos. Por fim, serão abordadas as perspectivas da metabolômica como ferramenta estratégica para a caracterização química de produtos à base de cannabis, contribuindo para futuras aplicações forenses, regulatórias e terapêuticas baseadas em evidências científicas.
ALINE THAIS BRUNI
Bio
Abstract
ALINE THAIS BRUNI
Professora associada do Departamento de Química da FFCLRP-USP. Possui bacharelado em Química e Direito, com doutorado em Ciências e pós-doutorados em Biofísica (UNESP) e Química Teórica (USP). Tem MBAs em Gestão Ambiental e em Data Science. Realizou Estágio de Pesquisa no Exterior: Texas Southern University (Houston, EUA). Desde 2024, orienta a Liga de Ciências Forenses da FCFRP-USP. Atua em Ciência Forense, métodos in silico, balística e análise de dados.
http://lattes.cnpq.br/3354375468883489
https://orcid.org/0000-0002-7721-3042
Ensino, pesquisa e inovação em ciência forenses no Brasil: o futuro da perícia
Na mesa-redonda, serão discutidos os principais desafios da formação em Ciências Forenses no Brasil, incluindo a infraestrutura disponível, a necessidade de maior padronização dos procedimentos e a aproximação entre universidades e órgãos periciais. Também serão apresentadas as competências essenciais para a formação dos futuros profissionais, como metodologia científica, análise de dados, comunicação técnica, gestão de laboratórios, boas práticas, conhecimento da legislação e gerenciamento de vestígios e provas. A discussão abordará ainda como a pesquisa, a cooperação institucional e o uso responsável de novas tecnologias podem contribuir para uma perícia mais confiável, rastreável e alinhada às necessidades da justiça.
AMANDA DE MELO BEZERRA
Bio
Abstract
AMANDA DE MELO BEZERRA
Perita Oficial Criminal da Polícia Civil da Paraíba, Graduada em Farmacia e Direito, Especialista em Criminalística Aplicada a Locais de Crime e em Genética e Biologia Molecular, Mestre em Tecnologia Farmacêutica. Autora de 2 obras jurídicas.
ANA FLAVIA BELCHIOR DE ANDRADE
Bio
Abstract
ANA FLAVIA BELCHIOR DE ANDRADE
Perita criminal, com doutorado em Biologia Molecular e ampla expertise em análise de drogas e cenas de crime. Professora na universidade de Derby na Inglaterra onde e pesquisadora no Aptamer Innovation Hub desenvolvendo ferramentas inovadoras e de baixo custo para detecção de drogas com base em tecnologia de aptâmeros. E comprometida com o avanço de uma ciência que protege comunidades, fundamenta políticas públicas e apoia pessoas afetadas pelo uso de drogas.
https://orcid.org/0000-0003-1004-0084
Quantos gramas fazem um criminoso?
Cerca de 296 milhões de pessoas usaram drogas em 2021, representatndo aproximadamente 5,8% da população mundial, um aumento de 23% na última década. Uma em cada 17 pessoas com idade entre 15 e 64 anos em todo o mundo utilizou drogas nos últimos 12 meses, e mais de 1 em cada 100 apresenta um transtorno por uso de drogas. Mais pessoas estão usando drogas, há mais drogas e mais tipos de drogas do que nunca, e o risco para os grupos sociais mais vulneráveis, incluindo usuários de drogas, está aumentando em razão de restrições econômicas causadas por guerras em todo o mundo. As Nações Unidas (ONU), por meio de suas três convenções internacionais — Convenção Única sobre Entorpecentes, conforme alterada pelo Protocolo de 1972 (1961); Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas (1971); Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias Psicotrópicas (1988) — têm como objetivo estabelecer um regime internacional de controle de drogas ilícitas para prevenir o abuso e eliminar a produção ilícita, assegurando simultaneamente que substâncias de interesse médico e científico estejam disponíveis para uso legítimo. À luz dessas convenções, todos os países signatários são obrigados a garantir que as medidas de controle sejam aplicadas às substâncias listadas. Nos últimos anos, tem-se observado uma mudança gradual em direção à descriminalização dos usuários de drogas, com diferentes países discutindo e implementando políticas de drogas mais tolerantes, explorando a flexibilidade das atuais convenções da ONU a partir de abordagens orientadas por principios de saúde pública e direitos humanos. Uma abordagem humanizada às políticas e atividades de controle de drogas envolve classificar a posse como ilegal apenas quando considerada vinculada ao tráfico e oferecer penas alternativas aos usuários de drogas. O consumo de drogas para fins recreativos é reconhecido como uma questão social altamente complexa, e as políticas de drogas vêm refletindo essa mudança de perspectiva, com o foco passando da proibição e punição para um sistema humanizado e solidário, no qual as penalidades são extintas ou substituídas apenas por multas e apreensão das drogas. No entanto, a falta de dados científicos representa um desafio real para a avaliação e proposição de políticas de drogas que sejam eficazes e que não causem estigmatização, marginalização e exclusão social dos usuários de drogas. Em âmbito mundial, existem diversas abordagens para diferenciar a posse de drogas para uso pessoal (PDUP) do fornecimento/tráfico de drogas (TD), envolvendo fatores objetivos e subjetivos. O fator objetivo mais comum é a quantificação da droga apreendida, seja considerando o peso total ou o número de doses. Os fatores subjetivos, em sua maioria, envolvem análises caso a caso, sem que haja um limite definido na legislação nem uma autoridade específica designada pelo legislador para determiná-lo. Em junho de 2024, posteriorment ratificado em fevereiro de 2025, o Supremo Tribunal Federal do Brasil descriminalizou o porte de cannabis para consumo pessoal no Brazil, reclassificando a conduta como ilícito administrativo e definindo o critério objetivo de 40 gramas ou seis plantas fêmeas para presumir a condição de usuário. A decisão, que preserva a tipificação penal para o tráfico, impede a aplicação de penas privativas de liberdade e registros de antecedentes criminais, mantendo a substância sujeita a apreensão e sanções administrativas. Este estudo tem como objetivo identificar e explorar políticas de drogas ao redor do mundo que utilizam fatores objetivos para distinguir a DPPU da DPS, bem como analisar e contrastar dados da Polícia Civil do Distrito Federal, no Brasil, com a finalidade de subsidiar tomadores de decisão na elaboração de propostas e normas fundamentadas em dados científicos.
ARNALDO GOMES DOS SANTOS JUNIOR
Bio
Abstract
ARNALDO GOMES DOS SANTOS JUNIOR
Com 35 anos de experiência em Informática, é Bacharel e Mestre em Ciência da Computação pela UFMG, além de Especialista em Segurança da Informação e em Análise de Dados e Machine Learning. Desde 2002, exerce o cargo de Perito Criminal em Informática na Polícia Federal, onde desenvolve soluções para investigações criminais. Entre 2021 e 2023, foi Oficial de Crimes Cibernéticos da INTERPOL em Singapura.
https://lattes.cnpq.br/2545873542600944
Aplicações Avançadas de IA
Introdução aos fundamentos e às principais ferramentas de inteligência artificial generativa. Engenharia de prompts aplicada às atividades técnico-periciais. Aplicações práticas em Ciências Forenses, incluindo agentes, pesquisa, análise e extração de informações de documentos, imagens e dados, apoio à elaboração e revisão de laudos e consulta a bases de conhecimento. Limitações, confiabilidade, privacidade, segurança da informação e uso responsável da IA. Realização de exercício prático com situação pericial simulada. Objetivo: Apresentar aos participantes possibilidades práticas de utilização da inteligência artificial nas Ciências Forenses, capacitando-os a interagir com essas ferramentas de forma crítica, segura e orientada ao apoio — e não à substituição — da análise técnico-pericial.
BRUNO SPINOSA DE MARTINIS
Bio
Abstract
BRUNO SPINOSA DE MARTINIS
Bacharel em Química Fundamental e Mestre em Química Analítica pela USP - São Carlos de São Carlos, Doutor em Química Analítica pela USP - São Paulo. Doutorado sanduiche no Lawrence Berkeley National Laboratory - University of California - EUA. Pós-doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP -Ribeirão Preto. Pós-doutorado no National Institute on Drug Abuse - National Institutes of Health - Baltimore, EUA. Pós- doutorado no The Center For Forensic Science Research and Education - Pensilvania, EUA. Professor Associado 3 do Departamento de Química da USP – Ribeirão Preto e responsável pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF). É sócio fundador da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses (SBCF), ocupando os cargos de Presidente e Diretor Financeiro. É membro da International Association of Forensic Toxicologists (TIAFT). Tem experiência na área de Química Analítica Forense, atuando principalmente no desenvolvimento de métodos analíticas para a investigação de drogas de abuso, aspectos médico-legais do álcool, amostras alternativas para a investigação toxicológica, métodos de extração, análise cromatográfica e investigação de drogas em amostras biológicas postmortem.
http://lattes.cnpq.br/9145848221654771
Toxicologia Forense no Século XXI: Desafios, Avanços e Perspectivas no Brasil e no Mundo
CARLOS HADDAD
Bio
Abstract
CARLOS HADDAD
Pós-doutor pela Universidade de Michigan. Professor Associado da UFMG. Professor do Mestrado da ENFAM. Juiz Federal.
http://lattes.cnpq.br/1514296193975163
https://orcid.org/0000-0003-4401-3439
A cadeia de custódia na visão dos tribunais
A regulamentação da cadeira de custódia pelo Código de Processo Penal é sujeita a interpretações pelos tribunais brasileiros. A palestra apresentará a posição dos tribunais brasileiros, especialmente o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, em torno da cadeia de custódia em processos criminais. As inovações, o tratamento e os desafios da cadeia de custória serão vistos pelo olhar dos tribunais.
CAROLINE DA ROS MONTES D'OCA
Bio
Abstract
CAROLINE DA ROS MONTES D'OCA
Doutora em Química pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atua na área de Síntese Orgânica, Ressonância Magnética Nuclear e Química Forense. Docente permamente do Programa da Pós-Graduação em Química da Universidade Federal do Paraná, coordenadora do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) em Segurança Pública e Ciências Forenses.
https://orcid.org/0000-0002-3932-1130
Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação em Ciências Forenses e o futuro das colaborações institucionais
As redes de pesquisa em Ciências Forenses tem contribuído significativamente para o estreitamento das relações institucionais, a aproximação da pesquisa acadêmica e aplicada à casuística forense nacional e para a formação de recursos humanos de excelência na área forense. Na palestra, iremos debater os modelos de cooperação vigentes nos diferentes locais do país, bem como os impactos e desafios para o futuro da pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação em Ciências Forenses.
CELSO TEIXEIRA MENDES JUNIOR
Bio
Abstract
CELSO TEIXEIRA MENDES JUNIOR
Possui graduação (1998) em Ciências Biológicas (FFCLRP-USP), mestrado (2001) e doutorado (2005) em Genética (FMRP-USP) e pós-doutorado (2007) junto ao Departamento de Clínica Médica (Divisão de Imunologia Clínica) da FMRP-USP. Em 2008 ingressou no quadro docente da FFCLRP- USP, para atuar principalmente junto ao curso de Bacharelado em Química Forense. Em 2017 foi aprovado em concurso de livre-docência na área Biologia Molecular Forense pela FFCLRP-USP e atualmente é Professor Associado III junto a tal instituição, sendo responsável pelo Laboratório de Pesquisas Forenses e Genômicas (LPFG).
http://lattes.cnpq.br/7901378448381401
https://orcid.org/0000-0002-7337-1203
EyeTrace: sistemas genéticos de predição de fenótipos de pigmentação dos olhos desenvolvidos a partir de brasileiros miscigenados
A miscigenação brasileira se reflete em ampla diversidade fenotípica que é facilmente observável na distribuição da cor da pele, olhos e cabelos na população. A predição de tais características a partir de vestígios de DNA poderia trazer contribuição essencial para o direcionamento de investigações de casos em que não existem suspeitos ou identificação por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos. Apesar de todo o conhecimento existente sobre a base genética poligênica da pigmentação dos olhos, as duas principais ferramentas de Fenotipagem Forense por DNA para predição da cor dos olhos baseada em SNPs, IrisPlex e Snipper, apresentam baixas taxas de acerto para cores intermediárias, prevalentes na maioria das regiões do Brasil. Tais ferramentas foram desenvolvidas com base na diversidade genética de populações europeias e não consideram a diversidade genética que caracteriza populações miscigenadas, nas quais coexistem alelos e genótipos de diferentes origens biogeográficas. Neste contexto, será apresentado um conjunto de ferramentas para predição de cor dos olhos desenvolvidas no Laboratório de Pesquisas Forenses e Genômicas (FFCLRP-USP). Tais ferramentas são baseadas em conjuntos de SNPs presentes em genes relacionados à pigmentação humana, selecionados a partir da diversidade genômica de um conjunto de 501 brasileiros miscigenados. Utilizando três algoritmos de aprendizado de máquina (naive-Bayes, árvores de decisão e random forest), foram desenvolvidos modelos preditivos que melhoram substancialmente a classificação de indivíduos com fenótipos intermediários, contribuindo para pavimentar o caminho para o uso da Fenotipagem Forense por DNA na população brasileira.
CLAUDIA REGINA FERREIRA DE SOUZA
Bio
Abstract
CLAUDIA REGINA FERREIRA DE SOUZA
Perita Criminal desde 1991, lotada no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) da Secretaria de Estado da Polícia Civil (SEPOL). Graduada em Farmácia-Bioquímica pela UFRJ, Mestre em Metrologia e Qualidade pelo Inmetro, especialista nas áreas de Documentoscopia e Grafoscopia. Atuou por dez anos como Chefe do Serviço de Perícias de Documentos. Desde 2017 é assessora da Direção do ICCE.
https://lattes.cnpq.br/7234219814241439
A importância da integração entre Merceologia e Documentoscopia na elucidação de crimes
A integração entre as perícias merceológica e documentoscópica resulta na realização de exames mais confiáveis e robustos. Nesta apresentação serão apresentados os pontos de convergências entre as matérias, bem como a metodologia e as técnicas empregadas nas análises com o objetivo de se verificar a autenticidade ou falsidade de obras de arte.
CRISTIANO DA CUNHA DUARTE
Bio
Abstract
CRISTIANO DA CUNHA DUARTE
Perito Criminal Federal de Informática e Chefe do Serviço de Geomática da DITEC/PF. Coordenador do Comitê-Gestor do Programa Brasil MAIS e coidealizador dos projetos Brasil MAIS e Amazônia-SAR/SipamSAR. Bacharel em Ciência da Computação e Direito, com especialização em Redes de Comunicação e Ciência de Dados. Atua em geotecnologias, TIC e sistemas espaciais e foi Diretor Técnico do Censipam por 11 anos.
https://lattes.cnpq.br/3824819975260301
Programa Brasil MAIS: monitoramento por satélite do território nacional
O Programa Brasil MAIS representa uma das principais iniciativas de aplicação do sensoriamento remoto em apoio às atividades de polícia judiciária, perícia criminal e fiscalização no Brasil. A apresentação abordará como o monitoramento contínuo por imagens de satélite e alertas analíticos tem ampliado a capacidade de detecção, investigação e produção de provas em crimes ambientais, mineração ilegal, desmatamento, queimadas, ocupações irregulares, abertura de pistas clandestinas e outros ilícitos de interesse da persecução penal. As informações geoespaciais disponibilizadas pelo programa são utilizadas desde o planejamento de operações policiais até a produção de elementos técnicos para subsidiar laudos periciais, análises espaciais e investigações complexas. Também serão apresentadas as capacidades atuais, incluindo o emprego de inteligência artificial para detecção automática de mudanças, integração entre instituições públicas e disponibilização de imagens e produtos analíticos em escala nacional. A palestra destacará como o uso sistemático do monitoramento por satélite vem transformando a atuação pericial e policial, proporcionando maior eficiência na identificação de evidências, otimização de recursos operacionais e fortalecimento da produção de prova técnico-científica em apoio ao sistema de justiça.
CRISTINA BARAZETTI BARBIERI
Bio
Abstract
CRISTINA BARAZETTI BARBIERI
Assessora Especial na Unidade de Assessoramento Ambiental/GAT/MPRS e é Perita Criminal aposentada pelo IGP-RS no cargo de Supervisora Técnica. Graduada em Ciências Biológicas pela PUC-RS, Porto Alegre, RS, Brasil e Especialista em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente pela mesma universidade. É Mestre em Ecologia pela UFRGS e Doutora em Tecnologia Nuclear-Materiais pelo IPEN/USP. Participou do grupo de trabalho que elaborou o “Pollution Crime Forensic Investigation Manual” publicado pela INTERPOL em 2014. É membro do corpo editorial do periódico Environmental Forensics e revisora em outras revistas de divulgação científica. É membro fundador e Diretora de Administração da Rede Nacional de Isótopos Forenses ReNIF.
https://orcid.org/0000-0003-3747-9740
Valoração de Danos por Supressão de Vegetação: Práticas, Limitações Metodológicas e Desafios Institucionais
A palestra abordará as metodologias utilizadas para a valoração de degradação ambiental referente à supressão irregular de vegetação no âmbito da UAA/GAT/MPRS e fará uma revisão sobre as publicações relativas à valoração de serviços ecossistêmicos discutindo os pontos positivos, limitações e sugestões de desenvolvimento. Também trará uma breve discussão sobre os papéis e articulação das diferentes instituições no tratamento do tema.
DIANA BRITO DA JUSTA NEVES
Bio
Abstract
DIANA BRITO DA JUSTA NEVES
Farmacêutica e Doutora em avaliação de falsificação de medicamentos, é Perita Criminal Federal da Polícia Federal desde 2007. Atuou no Serviço de Perícias de Laboratório, incluindo a gerência técnica na acreditação ISO 17.025 (2017–2021), e coordena o projeto Farmonitor desde 2019. Passou pelas Áreas de Gestão da Qualidade (2023–2024) e de Cooperação e Integração Técnico-Científica (2024–2025). Atualmente é Chefe da Divisão de Perícias Laboratoriais e Documentoscópicas do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal.
http://lattes.cnpq.br/1015123948704942
Painel 10 - Canetas Emagrecedoras
Será feita uma introdução geral sobre falsificação de medicamentos, seguida de uma avaliação da evolução do mercado farmacêutico clandestino no país até o momento atual, no qual esse cenário é dominado pela nova geração de fármacos emagrecedores (agonistas GLP-1). Em seguida será discutida a atuação da Polícia Federal no combate aos emagrecedores clandestinos e resultados obtidos até o momento.
ELAINE CRISTINA PEREIRA DE MARTINIS
Bio
Abstract
ELAINE CRISTINA PEREIRA DE MARTINIS
Professora Titular - FCFRP-USP, onde atua desde 1998, na área de Alimentos, com ênfase em Microbiologia. Tem experiência na condução de projetos de pesquisa nacionais e internacionais, focados em segurança de alimentos, qualidade e identidade. Autora de publicações nacionais e internacionais, que versam sobre a caracterização da microbiota de alimentos diversos, utilizando tanto técnicas dependentes e independentes de cultivo.
http://lattes.cnpq.br/2131664506458197
https://orcid.org/0000-0002-6089-6238
Ferramentas de microbiologia e metagenômica para avaliação de autenticidade de alimentos
A verificação da autenticidade de alimentos é tarefa bastante complexa, de importância para a proteção dos consumidores, por meio da garantia da segurança e da qualidade. Além disso, é essencial para determinação da conformidade com legislações nacionais e padrões internacionais, bem como pode contribuir para a modernização desses parâmetros de grande interesse para a saúde pública e comércio. Considerando este contexto, nesta palestra serão abordados fundamentos e aplicações de métodos para a determinação do microbioma de alimentos e suas implicações forenses.
ELVIS MEDEIROS DE AQUINO
Bio
Abstract
ELVIS MEDEIROS DE AQUINO
Farmacêutico-Bioquímico (2002), Mestre em Química de Produtos Naturais (2006), Médico (2021) com residência Médica em Medicina de Família e Comunidade (2024) pela Universidade de São Paulo. Profissional: Farmacêutico do DCPA do Jockey Club de São Paulo, Perito Criminal da Superintendência da Polícia Técnico-Científica do Estado de São Paulo (2009-atual), Professor da Universidade 9 de Julho (2025-atual).
http://lattes.cnpq.br/1007859046542599
Análises Toxicológicas Nas Intoxicações por Metanol no Estado de São Paulo
Em 2025, aportaram no Núcleo de Toxicologia Forense do IML paulista mais de 27.000 solicitação de Análises Toxicológicas, superando marcas de anos anteriores. Em meio a esse número ímpar de análises, o Estado de São Paulo foi o epicentro de casos de intoxicação do metanol oriundo de adulteração de bebidas alcoólicas, levando a um temor pelo consumo de tais bebidas e a uma necessidade de resposta rápida não só para entendimento da extensão da adulteração, como ainda para a avaliação da progressão do número de casos. Embora a detecção de metanol, por si só, não constitua um desafio analítico, o fato de que algumas bebidas destiladas apresentarem, ainda que baixo, certo teor de metanol, tornam a interpretação dos resultados um desafio considerável, tema este que será explorado na apresentação.
ERICK SIMÕES DA CAMARA E SILVA
Bio
Abstract
ERICK SIMÕES DA CAMARA E SILVA
Perito Criminal Federal desde 2003. Graduado em Engenharia Química. Bacharel em Direito. Mestre em Química. Mestre em Direito. Membro fundador da Academia Brasileira de Ciências Forenses, membro e atual diretor jurídico da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, membro e atual diretor jurídico da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses e membro da Sociedad Internacional de Peritos en Documentoscopia. É conteudista, professor e orientador nos cursos de formação e de especialização da Academia Nacional de Polícia (ANP) e professor em pós- graduações de Documentoscopia. É autor e organizador do livro “Documentoscopia: Aspectos Científicos, Técnicos e Jurídicos” e autor de artigos científicos relacionados à ciência forense e ao direito.
http://lattes.cnpq.br/8575095977110116
Do Papel ao Pixel: os novos caminhos da Documentoscopia Digital
O que acontece quando os documentos deixam de existir apenas em papel e passam a ser produzidos em computadores, celulares e na nuvem? Neste painel, discutiremos como a transformação digital está mudando a forma de produzir, assinar, armazenar e verificar documentos e a relação destas transformações com o papel do perito. O painel abordará os novos vestígios que ajudam a revelar a história de um documento digital, as conexões entre diferentes áreas da perícia e os desafios trazidos por tecnologias como assinaturas eletrônicas e inteligência artificial.
FERNANDO CÉSAR DA COSTA
Bio
Abstract
FERNANDO CÉSAR DA COSTA
Graduado em Farmácia pela UFMG, Mestre em Ciências Farmacêuticas pela UFMG. Atualmente cursa o doutorado em Química na área de Química analítica na Programa de pós graduação em Química da UFMG. Servidor técnico de laboratório na mesma Universidade. Têm experiência no desenvolvimento de métodos analíticos por espectrometria e cromatografia voltadas para área farmacêutica e ambiental.
http://lattes.cnpq.br/7255117770654788
Técnicas espectroscópicas e cromatográficas aplicadas na análise de peptídeos emagrecedores em canetas apreendidas
A palestra irá abordar uma visão geral sobre a estrutura química dos peptídeos emagrecedores, seus mecanismos farmacológicos e o crescimento do mercado ilegal. Além disso, serão discutidas técnicas analíticas utilizadas na identificação e autenticação desses fármacos, destacando sua importância no controle de qualidade e na segurança dos medicamentos.
FERNANDO MARTE
Bio
Abstract
FERNANDO MARTE
Holds a PhD in Molecular Biology and a degree in Chemical Engineering, with extensive expertise in the application of science to cultural heritage. Since 2005, he has been Full Professor and Director of the Master's Program in Conservation and Restoration of Cultural Heritage at the National University of San Martín (UNSAM), Argentina. He also serves as Secretary of Research at the School of Art and Heritage. In addition, he is Director of the Centre for Studies on Heritages and Environment (CEPyA) at UNSAM.
Exploring the Interfaces Between Heritage Science and Forensic Science in Argentina
Applications of scientific analysis, and consequently of analytical techniques, have a long tradition in the field of cultural heritage. This is particularly true in Argentina, where their modern use dates back to the nineteenth century. Over time, this tradition has evolved in response to the country's changing socioeconomic conditions, while producing substantial results that have established a solid knowledge base on the materials and manufacturing techniques characterizing most of the cultural heritage assets of interest in the country. However, the application of this knowledge to the investigation and prevention of crimes against cultural heritage remains underdeveloped and therefore represents a promising area for future collaboration.
GABRIELA BIELEFELD NARDOTO
Bio
Abstract
GABRIELA BIELEFELD NARDOTO
Doutora em Ecologia Aplicada e pós-doutorado pela USP, com graduação em Ciências Biológicas e mestrado em Ecologia pela UnB. Professora Associada do Departamento de Ecologia da UnB e docente permanente PPG’s em Ecologia e Ciências Ambientais/UnB. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (Nível 1B). Possui mais de 100 artigos científicos publicados, com ênfase no uso de isótopos estáveis em contextos ambientais e forenses. É vice-presidente da Rede Nacional de Isótopos Forenses (RENIF) e membro da rede internacional FIRMS.
http://lattes.cnpq.br/8810933110861108
Análise Isotópica no contexto forense: avanços e desafios no Brasil
A análise de isótopos estáveis tem se consolidado como uma ferramenta poderosa no contexto forense, permitindo inferências sobre origem geográfica, dieta, mobilidade e histórico ambiental de materiais biológicos e não biológicos. No Brasil, sua aplicação tem avançado significativamente nos últimos anos, especialmente em investigações relacionadas ao tráfico de fauna e flora, crimes ambientais e rastreabilidade de produtos de origem natural. A abordagem será feita através de uma visão geral dos avanços recentes na aplicação de isótopos estáveis (δ²H, δ¹⁸O, δ¹³C, δ¹⁵N, entre outros) na perícia criminal brasileira, destacando estudos de caso e o uso integrado de isoscapes, modelos estatísticos e abordagens mecanicistas para atribuição de origem geográfica. Serão discutidas também iniciativas institucionais e o fortalecimento da capacidade analítica no país. Por outro lado, permanecem desafios importantes, como a limitação de bases de dados isotópicos regionais, a necessidade de calibração entre matrizes ambientais e tecidos biológicos, a padronização metodológica e a integração com outras técnicas forenses. Aspectos logísticos, regulatórios e de formação de recursos humanos também serão abordados. No entanto, apesar das limitações, a análise isotópica já sendo utilizada no Brasil, especialmente quando associada a abordagens multi-isotópicas e multidisciplinares, contribuindo de forma relevante para a produção de prova pericial robusta e cientificamente fundamentada.
ISABELA CARLA DA SILVA FERREIRA
Bio
Abstract
ISABELA CARLA DA SILVA FERREIRA
Medicina Veterinária pela UFMG; Mestrado em Ciência Animal pela UFMG; Direito pela Universidade Salgado de Oliveira; Pós graduação em Direito penal e processual penal; Perita Criminal PCMG.
http://lattes.cnpq.br/8650192176086485
EMPREGO DE CÃES NA BUSCA E LOCALIZAÇÃO DE VESTÍGIOS DE INTERESSE PERICIAL
A busca e a localização de vestígios constituem etapas fundamentais da atividade pericial, uma vez que os elementos materiais encontrados em um local podem fornecer informações essenciais para a reconstrução da dinâmica dos fatos e para a produção da prova técnica. Entretanto, determinados vestígios podem apresentar reduzida percepção visual, estar dispersos em grandes áreas ou permanecer ocultos em ambientes complexos, dificultando sua identificação por métodos convencionais de busca. Nesse contexto, os cães destacam-se como importantes ferramentas auxiliares devido às suas características biológicas e comportamentais, especialmente sua elevada capacidade de discriminação olfativa, associada à mobilidade, resistência física, capacidade de aprendizagem e adaptação a diferentes cenários operacionais. Essas características permitem o treinamento para a identificação de substâncias ou odores específicos, ampliando a capacidade de localização de vestígios de interesse pericial. O objetivo é discutir o emprego de cães na busca e localização de vestígios relevantes para a atividade pericial, abordando os fundamentos que sustentam sua utilização, bem como exemplos de aplicações já consolidadas ou com potencial de desenvolvimento na área da criminalística. Entre essas aplicações destacam-se a detecção de sangue, a localização de restos humanos e ossadas, a identificação de odores humanos em atividades de odorologia forense e a busca de outros vestígios passíveis de individualização por meio do treinamento especializado. Além das aplicações atualmente empregadas em diferentes países, discute-se o potencial de expansão do uso de cães para novas demandas periciais, considerando a capacidade de treinamento para diferentes alvos odoríferos e a possibilidade de atuação integrada às demais técnicas de investigação e análise pericial. Ressalta-se, contudo, que a utilização desses animais deve ser compreendida como ferramenta complementar, destinada a auxiliar a localização de vestígios, sem substituir os métodos científicos de confirmação e análise laboratorial. Portanto, emprego de cães representa uma estratégia promissora para ampliar a eficiência das atividades de busca pericial, contribuindo para a localização de vestígios de difícil detecção por meios convencionais e abrindo novas perspectivas para a aplicação da detecção canina no âmbito da criminalística.
JESUS ANTONIO VELHO
Bio
Abstract
JESUS ANTONIO VELHO
Doutor em Fisiopatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Graduado em Farmácia-bioquímica pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Perito Criminal Federal desde 2007, tendo ocupado a função de Chefe Substituto do Setor Técnico- Científico da PF no Pará (2018-2021), Chefe do Setor de Desenvolvimento Institucional da Diretoria Técnico-Científica da PF (2021-2023), Coordenador do Curso de Especialização em Criminalística Aplicada à Locais de Crime da Academia Nacional de Polícia (2020-atual). É membro fundador e Diretor do Conselho da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses (SBCF). É autor organizador da série de livros “Criminalística Premium” da editora Millennium. É editor de área da Revista Brasileira de Criminalística e da Revista Brasileira de Ciências Policiais. Em relação às atividades de ensino, é Professor Doutor de Criminalística da Universidade de São Paulo (Campus de Ribeirão Preto), e professor convidado da área de Criminalística/Locais de Crime na Academia Nacional de Polícia, e no Instituto de Pós-Graduação (IPOG).
http://lattes.cnpq.br/3632756123339131
JEZ WILLIAN BATISTA BRAGA
Bio
Abstract
JEZ WILLIAN BATISTA BRAGA
Licenciado em Química pela UEG, mestre e doutor em Química Analítica pela UNICAMP, com pós-doutorado no CENA/USP e estágio na Universidad Nacional de Rosário (Argentina). É Professor Titular do Instituto de Química da UnB desde 2025. Atua em Quimiometria e Química Forense, com aplicações em diferentes tipos de amostras e uso de HPLC e técnicas espectroscópicas. Possui mais de 70 artigos científicos, quatro capítulos de livros e participação em diversos eventos nacionais e internacionais.
http://lattes.cnpq.br/1505814835374901
https://orcid.org/0000-0001-9417-8114
Novas tecnologias analíticas empregadas na área forense
Vivemos um momento em que o desafio das Ciências Forenses já não é apenas produzir mais dados, mas transformá-los em evidências confiáveis, interpretáveis e aplicáveis à rotina pericial. Nesse contexto, a Quimiometria tem desempenhado um papel fundamental, permitindo extrair informações de conjuntos de dados complexos, viabilizando o uso de instrumentação mais simples e portátil e impulsionando o desenvolvimento de métodos rápidos e sustentáveis. Apesar do expressivo crescimento das pesquisas e das colaborações entre universidades e instituições de perícia, apenas uma pequena parcela dessas inovações chega a ser incorporada à prática pericial. O que ainda impede essa transferência de tecnologia? Ao mesmo tempo, o avanço das plataformas de Inteligência Artificial abre novas perspectivas para o desenvolvimento, a validação e a implementação de métodos baseados em espectroscopia e Quimiometria. Será que a IA poderá reduzir a distância entre a pesquisa acadêmica e a rotina dos laboratórios forenses? Dentro do mesmo contexto, métodos eletroanalíticos desenvolvidos nos laboratórios de pesquisa poderiam alcançar a rotina de laboratórios forenses? Ou mesmo permitir análises no local da ocorrência? Essas são algumas questões servirão como ponto de partida para a apresentação e para a discussão com a plateia sobre os desafios e as oportunidades das novas tecnologias analíticas aplicadas às Ciências Forenses.
JOACHIM KARFUNKEL
Bio
Abstract
JOACHIM KARFUNKEL
Graduação (1968), mestrado (1971), doutorado (1975) em Geologia – Univ. Freiburg, Alemanha. Especializção em Gemologia (Associação Alemã de Gemologia, Idar Oberstein) e diamante (Deutsche Diamant-institut, Pforzheim). Desde 02/1976 Professor/Pesquisador na UFMG. Atualmente é professor pesquisador colaborador (aposentado) na UFMG. Medalha de Prata pela Ass. Alemã de Gemologia (1999) e Medalha de Ouro José Bonifácio Andrade e Silva pela SBG (2005).
http://lattes.cnpq.br/7578687683534081
MC-08 "Identificação e avaliação de pedras preciosas"
Transmitir aos participantes informações sobre a identificação das gemas e de suas imitações, bem como de seus aspectos mercadológicos. Noções sobre a gênese das gemas no contexto geológico, sua prospecção e beneficiamento. Tópicos diversos sobre diamante e pedras coradas englobando a geologia, a mineralogia e o mercado.
JORGE MARCELO DE FREITAS
Bio
Abstract
JORGE MARCELO DE FREITAS
Biólogo, mestre e doutor em Bioquímica e Imunologia pela UFMG. Perito Criminal Federal desde 2009 atuando em genética forense e análises de isótopos estáveis. Pesquisador Colaborador Pleno na UnB, contribuindo com projetos envolvendo aplicações de isótopos estáveis em contextos forenses.
http://lattes.cnpq.br/5265495222855925
Técnicas aplicadas à análises Forenses em alimentos e produtos comerciais
JOSÉ GONZALEZ-RODRIGUEZ
Bio
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JOSÉ GONZALEZ-RODRIGUEZ
O Prof. José Gonzalez-Rodriguez é Professor Titular de Química Forense e Analítica na Universidade de Lincoln e especialista em ciência forense, com ênfase particular na detecção e análise de drogas, explosivos e ameaças químicas. Sua pesquisa concentra-se no desenvolvimento de metodologias analíticas avançadas para aplicações forenses, incluindo técnicas eletroquímicas e espectroscópicas, polímeros de impressão molecular e tecnologias de sensores para a detecção rápida e seletiva de substâncias ilícitas e resíduos de explosivos. Ele contribuiu significativamente para a identificação de novas substâncias psicoativas, análise de traços de explosivos e inteligência forense por meio de quimiometria e análise avançada de dados. O Prof. Gonzalez-Rodriguez liderou e contribuiu para importantes projetos internacionais de pesquisa em sensoriamento forense, detecção de ameaças químicas e segurança, garantindo mais de 6 milhões de libras em financiamento para pesquisa. Seu trabalho também abrange o desenvolvimento de materiais e tecnologias para proteção contra agentes de guerra química, integrando a ciência forense com aplicações de defesa e segurança. Ele é membro da Royal Society of Chemistry (FRSC), químico certificado (CChem), cientista certificado (CSci) e membro da Chartered Society of Forensic Sciences. Atua como avaliador para importantes órgãos internacionais de financiamento, incluindo a Comissão Europeia e o Fundo Europeu de Defesa, e contribuiu amplamente para o desenvolvimento da pesquisa e das políticas de ciência forense.
https://staff.lincoln.ac.uk/jgonzalezrodriguez
Da Inovação à Evidência: Avaliando Tecnologias Analíticas Emergentes para a Análise Forense de Drogas de Rotina
As tecnologias analíticas emergentes estão ampliando as possibilidades de realizar exames forenses de drogas de forma mais rápida, próxima ao local de apreensão e com menor necessidade de preparo de amostras e infraestrutura laboratorial. Espectrômetros portáteis de infravermelho próximo (NIR) e Raman, sensores eletroquímicos, técnicas de ionização ambiente e sistemas portáteis ou transportáveis de espectrometria de massas exemplificam a crescente variedade de ferramentas disponíveis aos profissionais da ciência forense. Entretanto, a capacidade tecnológica, por si só, não é suficiente para demonstrar que uma tecnologia está pronta para uso rotineiro.
Esta palestra abordará de forma crítica o cenário atual das tecnologias analíticas emergentes e os fatores que influenciam sua transição de protótipos de pesquisa ou aplicações especializadas para fluxos de trabalho operacionais na rotina pericial. Será dada especial atenção à distinção entre tecnologias empregadas para testes presuntivos, produção de inteligência forense, triagem laboratorial e identificação com valor probatório. A utilidade de cada abordagem deve ser avaliada de acordo com a finalidade da decisão a ser tomada, as consequências de possíveis erros e seu desempenho frente a amostras reais, e não apenas materiais de referência idealizados.
Entre os principais desafios para sua implementação destacam-se a validação ainda insuficiente para diferentes drogas, misturas, concentrações, substratos e condições ambientais; os efeitos de matriz e as interferências espectrais; a transferência de calibração entre instrumentos; as limitações das bibliotecas de referência e da interpretação dos dados; além da ausência de procedimentos padronizados de garantia da qualidade. Aspectos práticos, como custo, manutenção, capacitação dos operadores, segurança dos dados, cadeia de custódia, transparência metodológica e robustez jurídica dos resultados, podem ser tão importantes quanto a sensibilidade analítica ou a rapidez das análises.
Assim, a questão central não é se uma tecnologia é inovadora, mas se ela é capaz de produzir informações confiáveis, reprodutíveis e tecnicamente defensáveis dentro de um contexto forense claramente definido.
Lecture:
From Innovation to Evidence: Assessing Emerging Analytical Technologies for Routine Forensic Drug Analysis
Abstract:
Emerging analytical technologies are creating new opportunities to conduct forensic drug examinations more rapidly, closer to the point of seizure, and with reduced requirements for sample preparation and laboratory infrastructure. Portable near-infrared and Raman spectrometers, electrochemical sensors, ambient ionization techniques, and portable or transportable mass spectrometry systems illustrate the expanding range of tools available to forensic practitioners. However, technological capability alone does not establish readiness for routine forensic use.
This presentation will critically examine the current landscape of emerging analytical technologies and the factors that influence their transition from research prototypes or specialized applications into operational forensic workflows. Particular attention will be given to the distinction between technologies used for presumptive screening, investigative intelligence, laboratory triage, and evidential identification. Their value must be assessed according to the intended decision, the consequences of error, and their performance with realistic samples rather than idealized reference materials.
Common barriers to implementation include insufficient validation across relevant drugs, mixtures, concentrations, substrates, and environmental conditions; matrix effects and spectral interferences; calibration transfer between instruments; limitations in reference libraries and data interpretation; and the absence of standardized quality-assurance procedures. Practical considerations—including cost, maintenance, operator training, data security, chain of custody, method transparency, and legal defensibility—can be as important as analytical sensitivity or speed.
The central question is therefore not whether a technology is innovative, but whether it can produce reliable, reproducible, and defensible information within a clearly defined forensic context.
JOSÉ LUIZ DA COSTA
Bio
Abstract
JOSÉ LUIZ DA COSTA
Farmacêutico-bioquímico, mestre em Toxicologia e Análises Toxicológicas, doutor em Química Analítica e Livre-Docente pela UNICAMP. É Professor Associado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNICAMP, Coordenador Executivo do CIATox-Campinas e Responsável Técnico pelo Laboratório de Toxicologia Analítica da UNICAMP. Atuou como Perito Criminal da Superintendência da Polícia Técnico-Científica do Estado de São Paulo por 14 anos e presidiu a Sociedade Brasileira de Toxicologia (biênio 2012-2013). Tem experiência em Toxicologia Clínica e Forense, Química Analítica Instrumental, Análises Toxicológicas, Espectrometria de Massas e Investigação de Novas Substâncias Psicoativas. Em 2021, recebeu o TIAFT Achievement Award, concedido pela The International Association of Forensic Toxicologists, em reconhecimento à sua contribuição à Toxicologia Forense.
http://lattes.cnpq.br/9846018023731358
JOSUÉ CARINHANHA CALDAS SANTOS
Bio
Abstract
JOSUÉ CARINHANHA CALDAS SANTOS
Josué Carinhanha Caldas Santos é docente e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), vinculado ao Instituto de Química e Biotecnologia e ao Programa de Pós-Graduação em Química e Biotecnologia e bolsista de produtividade do CNPq. Atua em diferentes áreas relacionadas à química analítica, em especial na área de química forense, com ênfase no desenvolvimento de métodos analíticos e de kits portáteis para a identificação de marcadores em fluidos biológicos. Seus estudos integram o desenvolvimento de metodologias baseadas em detecções colorimétricas e fluorescentes a evidências forenses. Possui experiência em pesquisa e inovação com registros de patentes e publicações na área. Por fim, desenvolve projetos voltados ao apoio à perícia criminal e à vigilância em saúde.
http://lattes.cnpq.br/3735618604163061
Desenvolvimento de kits para identificação de marcadores forenses em fluidos biológicos associados a crimes sexuais
Essa apresentação abordará o desenvolvimento de kits forenses voltados à identificação de marcadores em fluidos biológicos, com ênfase em crimes sexuais. Inicialmente, será contextualizada a gravidade da violência sexual no Brasil e no mundo e destacada a importância das evidências científicas para complementar os depoimentos das vítimas. Em seguida, serão discutidos os desafios analíticos, como a necessidade de métodos rápidos, sensíveis, seletivos, portáteis e, quando possível, de baixo custo (quando possível). O foco central da apresentação é a criação de kits baseados em métodos colorimétricos e fluorescentes para detectar sêmen por meio de marcadores como fosfatase ácida, frutose, zinco e ácidos nucleicos, entre outros. Os resultados demonstram que os kits desenvolvidos apresentam sensibilidade, seletividade e aplicabilidade em diferentes superfícies e em amostras envelhecidas, além de potencial de uso in loco. A palestra ainda destacará o impacto desses dispositivos na produção de provas, contribuindo para investigações mais eficazes, para o apoio ao sistema de justiça e para o desenvolvimento de produtos nacionais.
KAROLIEN DE WAEL
Bio
Abstract
KAROLIEN DE WAEL
Investigadora Principal no A-PECS (Engenharia, Fotoeletroquímica e Sensores de Antuérpia) da Universidade de Antuérpia. O grupo de pesquisa conta com mais de 30 pesquisadores de pós-doutorado experientes, estudantes de doutorado e técnicos de laboratório, e pertence ao Departamento de Engenharia de Biociências da Faculdade de Ciências. O A- PECS é membro do Centro de Excelência NANOlab da Universidade. Obteve seu doutorado em Química pela Universidade de Ghent em 2005. Após um pós-doutorado financiado pela FWO na Universidade de Ghent, iniciou sua carreira como professora pesquisadora (química analítica - eletroquímica) na Universidade de Antuérpia. Em 2021, foi nomeada Professora Visitante Distinta na Universidade de Medicina e Farmácia Iuliu Hațieganu, em Cluj, Romênia. Em 2024, foi agraciada com o Prêmio Luigi Galvani por suas contribuições excepcionais na área de bioeletroquímica.
https://scholar.google.com/citations?user=cN7QW1YAAAAJ&hl=nl
Novas tecnologias analíticas empregadas na área forense
LEHI SUDY DOS SANTOS
Bio
Abstract
LEHI SUDY DOS SANTOS
Lehi Sudy dos Santos é Doutor e Mestre em Ciências Mecânicas pela Universidade de Brasília, além de Bacharel e Licenciado em Física pela mesma instituição. É perito criminal federal desde 2008, tendo atuado em perícias de Local de Crime, Documentoscopia, Veículos, Informática e Balística Forense. Atualmente serve como Chefe do Serviço de Perícias em Balística do Instituto Nacional de Criminalística.
http://lattes.cnpq.br/2477986999053987
Bancos periciais integrados: conectando vestígios, pessoas e territórios
Cada vez a perícia criminal coleta e processa dados de investigações criminais através de seus bancos estruturados. O desafio presente é integrar os resultados destes bancos de forma a permitir auxiliar de maneira tempestiva as investigações criminais, além de fornecer subsídios para o planejamento e a tomada decisão por diversos atores da Segurança Pública.
LEONARDO SANTOS BORDONI
Bio
Abstract
LEONARDO SANTOS BORDONI
Médico legista do Serviço de Antropologia Forense do Instuto Médico Legal André Roquette. Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas. Professor de Medicina Legal das Faculdades de Medicina da UFMG e de Barbacena.
http://lattes.cnpq.br/1111795805977184
Quando os Ossos falam: A Contribuição da Antropologia Forense na Busca por Desaparecidos
LIPPY FARIA MARQUES
Bio
Abstract
LIPPY FARIA MARQUES
O Professor Lippy Faria Marques é graduado em Química, Mestre em Química Inorgânica, Doutor em Química Inorgânica e Possui pós-graduação em Ciências Forenses. Os focos principais de suas pesquisas é em Química de Coordenação, Espectroscopia de Lantanídeos, Química dos Materiais e Balística Forense. O Pesquisador é bolsista de Produtividade pela FAPERJ, pelo CNPq e Procientista da UERJ.
http://lattes.cnpq.br/6940752683134954/0000-0003-1939-8330
Preparação de marcadores luminescentes para munições de armas de fogo: auxílio em locais de crimes e exames post-mortem
Compostos de coordenação de lantanídeos exibem intensa luminescência quando irradiados com luz ultravioleta. Dependendo do íon metálico, as cores de emissão podem variar, como vermelho para o íon Eu3+, verde para o íon Tb3+ ou azul para o íon Tm3+. Ainda, há a possibilidade de síntese dos chamados complexos mistos, ou seja, adicionar 2 ou até 3 íons lantanídeos diferentes na mesma molécula, alcançando a luminescência sintonizável. Através dessa estratégia obtêm-se uma palheta de cores de emissão e principalmente uma assinatura espectral única para cada composto. Levando-se em consideração a excelente estabilidade térmica e intensa luminescência dos compostos desenvolvidos no GQCEL (Grupo de Química de Coordenação e Espectroscopia de Lantanídeos) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), esses compostos tem sido intensivamente empregados como marcadores luminescentes em munições de armas de fogo. Os marcadores chamados de 1ª geração são aqueles adicionados diretamente dentro dos estojos, misturados com o propelente das munições. Após os disparos com as munições marcadas resíduos luminescentes de tiros são formados e se encontram impregnados nas mãos, braços, face e roupas do atirador, no chão (próximo ao disparo), em vários compartimentos das armas e nos estojos deflagrados. Através da inspeção com uma simples lanterna de luz negra esses resíduos luminescentes podem ser detectados, estimando-se a posição do atirador, a identificação da arma de fogo utilizada, o indivíduo que promoveu o disparo e, principalmente, atuando na minimização de falsos positivos em exames residuográficos. Já os marcadores de 2ª geração são inseridos diretamente nos projéteis das munições, seja das munições de ponta oca (hollow point) ou ogivais. Por exemplo, um projétil de ponta oca ao atingir o alvo se deforma, liberando gradualmente o marcador no interior da matriz biológica. Novamente, com uma lanterna de luz negra, o médico legista pode estimar com muito mais confiança o trajeto balístico, inferir qual órgão foi atingido, recuperar com muito mais facilidade o projétil ou seus fragmentos dentro do corpo. Isso diminuiu consideravelmente o tempo de uma análise necroscópica, propiciando a elaboração de laudos mais robustos, elevando drasticamente o valor probatório da perícia, reduzindo incertezas e contribuindo para decisões judiciais mais seguras. O Professor Lippy Faria Marques vem há 10 anos trabalhando no desenvolvimento de marcadores luminescentes para munições de armas de fogo, com vários artigos publicados e projetos contemplados. Tais marcadores foram testados em armas de diferentes calibres e não comprometem o comportamento balístico das munições. Acreditamos que os compostos de lantanídeos sejam imprescindíveis na marcação de munições de armas de fogo, promovendo um grande auxílio para a política de Segurança Pública Nacional. Compostos de coordenação de lantanídeos exibem intensa luminescência quando irradiados com luz ultravioleta. Dependendo do íon metálico, as cores de emissão podem variar, como vermelho para o íon Eu3+, verde para o íon Tb3+ ou azul para o íon Tm3+. Ainda, há a possibilidade de síntese dos chamados complexos mistos, ou seja, adicionar 2 ou até 3 íons lantanídeos diferentes na mesma molécula, alcançando a luminescência sintonizável. Através dessa estratégia obtêm-se uma palheta de cores de emissão e principalmente uma assinatura espectral única para cada composto. Levando-se em consideração a excelente estabilidade térmica e intensa luminescência dos compostos desenvolvidos no GQCEL (Grupo de Química de Coordenação e Espectroscopia de Lantanídeos) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), esses compostos tem sido intensivamente empregados como marcadores luminescentes em munições de armas de fogo. Os marcadores chamados de 1ª geração são aqueles adicionados diretamente dentro dos estojos, misturados com o propelente das munições. Após os disparos com as munições marcadas resíduos luminescentes de tiros são formados e se encontram impregnados nas mãos, braços, face e roupas do atirador, no chão (próximo ao disparo), em vários compartimentos das armas e nos estojos deflagrados. Através da inspeção com uma simples lanterna de luz negra esses resíduos luminescentes podem ser detectados, estimando-se a posição do atirador, a identificação da arma de fogo utilizada, o indivíduo que promoveu o disparo e, principalmente, atuando na minimização de falsos positivos em exames residuográficos. Já os marcadores de 2ª geração são inseridos diretamente nos projéteis das munições, seja das munições de ponta oca (hollow point) ou ogivais. Por exemplo, um projétil de ponta oca ao atingir o alvo se deforma, liberando gradualmente o marcador no interior da matriz biológica. Novamente, com uma lanterna de luz negra, o médico legista pode estimar com muito mais confiança o trajeto balístico, inferir qual órgão foi atingido, recuperar com muito mais facilidade o projétil ou seus fragmentos dentro do corpo. Isso diminuiu consideravelmente o tempo de uma análise necroscópica, propiciando a elaboração de laudos mais robustos, elevando drasticamente o valor probatório da perícia, reduzindo incertezas e contribuindo para decisões judiciais mais seguras. O Professor Lippy Faria Marques vem há 10 anos trabalhando no desenvolvimento de marcadores luminescentes para munições de armas de fogo, com vários artigos publicados e projetos contemplados. Tais marcadores foram testados em armas de diferentes calibres e não comprometem o comportamento balístico das munições. Acreditamos que os compostos de lantanídeos sejam imprescindíveis na marcação de munições de armas de fogo, promovendo um grande auxílio para a política de Segurança Pública Nacional.
LUÍZA NICOLAU BRANDÃO CALDAS
Bio
Abstract
LUÍZA NICOLAU BRANDÃO CALDAS
Perita Criminal Federal desde 2007, atualmente exerce a função de Coordenadora-Geral na Senad/MJSP. Especialista em química forense e novas substâncias psicoativas, possui mais de 19 anos de experiência na área, atuando em iniciativas voltadas à identificação e classificação de substâncias. É autora e revisora de publicações científicas e atuou como instrutora em cursos nacionais e internacionais sobre novas substâncias psicoativas.
O que é o Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas – SAR
A apresentação introduzirá o conceito e a finalidade dos sistemas de alerta rápido sobre drogas, destacando sua importância para a identificação e a comunicação de sinais que possam indicar riscos emergentes à saúde e à segurança públicas. Em seguida, será apresentado o Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas – SAR brasileiro, com destaque para seu organograma, sua estrutura institucional, seus principais resultados e produtos, incluindo os alertas rápidos públicos e as comunicações direcionadas. Também serão abordadas as situações que podem ser notificadas, os principais desafios para o fortalecimento do Sistema e a importância da participação dos diferentes atores na identificação e comunicação de eventos relevantes. Ao final, será exibido um breve vídeo de apresentação da plataforma do SAR.
LUIZ ANTONIO BORRI
Bio
Abstract
LUIZ ANTONIO BORRI
Doutor em Ciências Criminais pela PUCRS. Advogado Criminalista.
http://lattes.cnpq.br/1414046440611495
Perspectivas atuais da jurisprudência a respeito da cadeia de custódia
A cadeia de custódia consolidou-se como um dos temas centrais do processo penal contemporâneo, especialmente após a reforma introduzida pela Lei nº 13.964/2019. A palestra examinará a evolução da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça sobre a matéria, destacando precedentes recentes, critérios de aferição da regularidade da prova e as consequências das violações ao procedimento de preservação dos vestígios. Serão analisadas, ainda, as principais divergências interpretativas identificadas nos julgados, buscando oferecer uma visão crítica sobre os desafios e as perspectivas para a construção de um entendimento jurisprudencial mais uniforme.
MARCELO FIRMINO DE OLIVEIRA
Bio
Abstract
MARCELO FIRMINO DE OLIVEIRA
Possui graduação em Química (Bacharelado e Licenciatura) pela FFCLRP- USP (1996), bem como graduação em Química Industrial pela FFCLRP-USP (1998), mestrado em Ciências pela FFCLRP-USP (1999), doutorado em Química pelo IQ-UNESP (2004) e pós-doutorado em Química Forense pela FIU-EUA (2014). Atuou como Perito Criminal junto à Superintendência de Polícia Técnico-Científica do Estado de São Paulo, no período de 2002 a 2007. Atualmente é docente, em regime de dedicação exclusiva, junto ao Departamento de Química da FFCLRP-USP. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Eletroanalítica, atuando principalmente nos seguintes temas: química forense, eletrodos quimicamente modificados e empreendedorismo em química.
http://lattes.cnpq.br/8477732400095433
Desenvolvimento de marcadores químicos luminescentes alternativos para munições ecológicas
As munições de arma de fogo são conjuntos de componentes projetados especificamente para uso em armas de fogo, incluindo projéteis, estojos, propelentes e, ocasionalmente, iniciadores. São elementos fundamentais para o funcionamento eficaz das armas de fogo, sendo inseridos na câmara ou no carregador. Disponíveis em uma ampla gama de calibres e tipos, as munições são adaptadas para diversas finalidades, desde atividades esportivas até aplicações militares ou policiais. Essas munições podem ser categorizadas em convencionais e não tóxicas. As munições convencionais geralmente contêm primers compostos principalmente de estifinato de chumbo (um explosivo), nitrato de bário (um oxidante), sulfeto de antimônio (um combustível), trinitrotolueno e tetraceno (sensibilizantes), além de resinas como aglutinante, entre outros componente. Por outro lado, as munições não tóxicas foram desenvolvidas com o objetivo de reduzir o impacto ambiental e diminuir a exposição dos atiradores a resíduos altamente tóxicos, como os gases liberados após o disparo. A exposição a esses gases pode resultar em intoxicação por chumbo e antimônio, substâncias venenosas para o corpo humano, representando sérios riscos à saúde. As munições não tóxicas, projetadas para minimizar os danos causados pelas munições convencionais, são formuladas de modo a não gerar gases ou resíduos tóxicos durante o disparo, sendo livres de metais pesados como chumbo e antimônio em sua composição. As munições não tóxicas, também conhecidas como munições verdes, diferem das convencionais por não deixarem resíduos metálicos típicos, como chumbo (Pb) e antimônio (Sb), nas mãos e vestimentas do atirador. Isso torna a detecção de resíduos de disparo (GSR) um grande desafio para as análises forenses. Como essas munições são desenvolvidas para serem uma alternativa mais ecológica, não contêm os metais tradicionalmente analisados (Pb, Sb e Ba) e não geram resíduos tóxicos após o disparo. Dessa forma, as técnicas convencionais de detecção de GSR tornam-se ineficazes para identificar o uso dessas munições. Uma solução para contornar a ausência de vestígios gerados por essas munições é a adição intencional de um marcador químico, orgânico ou inorgânico, no próprio cartucho, geralmente misturado ao propelente. Esse marcador deve ser resistente à combustão e facilmente detectável no local do crime após o disparo. Diante desse cenário, esta pesquisa buscou ampliar o uso de marcadores químicos orgânicos luminescentes, investigando sua aplicação tanto na análise de resíduos de disparo quanto na identificação comercial de munições. Para isso, foram avaliados corantes comerciais à base de trifenilas e fenantrenos. Para a inserção dos marcadores nas munições, as quantidades adequadas dos compostos selecionados foram adicionadas ao interior dos estojos de munições não tóxicas (NTA) de calibre .380, fabricados pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A abertura dos cartuchos foi realizada com o auxílio de um martelo de inércia, dispositivo no qual a munição íntegra é fixada em uma extremidade e submetida a impactos controlados contra uma superfície de madeira, permitindo a separação de seus componentes e a exposição do interior do cartucho. Após a modificação das munições, os testes foram realizados em estande de tiro indoor localizado em Ribeirão Preto (SP). Os disparos foram efetuados a uma distância de um metro do alvo utilizando munições modificadas, com o objetivo de avaliar a dispersão dos resíduos de disparo (GSR). A fluorescência observada confirma a fixação dos marcadores na pele do atirador, bem como na arma, nos estojos e no alvo, demonstrando a viabilidade de sua detecção por meio de técnicas ópticas, como a iluminação com luz UV. Esses resultados ressaltam o potencial do uso de corantes luminescentes como ferramentas para a identificação forense de resíduos de disparo. Após obter resultados positivos com a adição de corantes nas munições — que se mostraram eficazes em serem revelados nas mãos do atirador, na arma, alvo e estojos, foi realizada a análise instrumental dos mesmos utilizando-se testes eletroquímicos com tais marcadores, visando avaliar seu comportamento redox e sua possível aplicação em análises forenses. A comparação entre as técnicas, os marcadores e as amostras evidenciam que os marcadores preservam sua atividade eletroquímica, mesmo sob condições reais de aplicação, corroborando sua eficácia na identificação de resíduos de disparo em contextos forenses. Ademais, a voltametria de onda quadrada é evidenciada como um recurso sensível e seletivo para a identificação de marcadores em amostras complexas.
MARCELO MARTINS DE SENA
Bio
Abstract
MARCELO MARTINS DE SENA
Professor Associado do Departamento de Química da UFMG, em Belo Horizonte, doutor em Química Analítica pela UNICAMP, bolsista de produtividade (nível C) do CNPq e Coordenador do Grupo de Pesquisa em Quimiometria aplicada à Química Analítica e Técnicas Espectroscópicas (GQQATE). O foco a linha de pesquisa inclui o desenvolvimento de métodos analíticos baseados em técnicas espectroscópicas para a análise de alimentos, produtos agrícolas, fármacos e amostras de interesse forense. Possui cerca de 90 artigos publicados e é Coordenador da área de Espectroanalítica do INCTBio-LK.
http://lattes.cnpq.br/7050638697696950
Quimiometria aplicada a problemas forenses (Mini-curso)
Inicialmente, será feita uma breve introdução sobre Quimiometria e será apresentado o principal modelo de classificação não supervisionada (análise exploratória de dados ou reconhecimento de padrões): análise de componentes principais (PCA, Principal Component Analysis). Na sequência, serão abordados os métodos de classificação supervisionada, com destaque para a análise discriminante por mínimos quadrados parciais (PLS-DA, Partial Least Squares – Discriminant Analysis) e o SIMCA (Soft Independent Modeling of Class Analogy). Serão debatidas as vantagens e desvantagens de se utilizar métodos discriminantes ou de modelagem de classe. A primeira parte da minicurso terminará com a apresentação do PLS, o principal método de calibração multivariada. Na segunda parte, serão apresentados métodos qualitativos e quantitativos desenvolvidos em nosso grupo de pesquisa, combinando quimiometria e técnicas espectroscópicas, para aplicação em contexto forense, tais como análise de drogas ilícitas apreendidas pela polícia, substâncias usadas em golpes do tipo “boa noite cinderela”, identificação de resíduos de disparo de arma de fogo, detecção de adulterações e falsificações em alimentos, bebidas e outros produtos.
MARCOS PAULO THOMÉ
Bio
Abstract
MARCOS PAULO THOMÉ
Perito Criminal do Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP-RS). Doutor e mestre em Biologia Celular e Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com período sanduíche na Sorbonne Université (França), é graduado em Biomedicina pela UFRGS e especialista em Medicina Legal e Ciências Forenses.
Na atividade pericial, realiza exames em vestígios de natureza química, além de possuir experiência em perícias de locais de crime. Atua como Gerente Técnico da Divisão de Química Forense, participando do desenvolvimento e aprimoramento de métodos analíticos e garantia da qualidade dos resultados periciais.
Possui atuação científica nas áreas de química forense, química analítica e biologia molecular, com publicações em periódicos internacionais de alto impacto e grande número de citações, além de experiência em docência no ensino superior e em palestras e apresentações técnicas voltadas à perícia criminal.
Experiência do IGP - RS com ASAP - MS e HRMS: Rapidez e alta resolução em análises forenses
Aplicação de ASAP-MS e UHPLC-HRMS (QTOF) em análises forenses, destacando o uso do ASAP-MS para análises rápidas, por análise direta da amostra ou após preparo, e do HRMS para identificação de substâncias em diferentes matrizes por estratégias target, semi-target e non-target, ilustradas com casos reais da rotina pericial.
MARCUS VINICIUS DE OLIVEIRA ANDRADE
Bio
Abstract
MARCUS VINICIUS DE OLIVEIRA ANDRADE
Farmacêutico e doutorando em Ciências da Conservação pela Escola de Belas Artes da UFMG. Perito Criminal pela Polícia Federal desde 2003, atua prioritariamente em análises científicas de obras de arte e patrimônio cultural e no desenvolvimento de projetos estratégicos como o GOIA, com ênfase na proteção ao Patrimônio Cultural e Artístico Brasileiro e LANIF, Laboratório Nacional de Isótopos Forenses. Membro fundador da RENIF e diretor da ABCF, tem se dedicado também ao estabelecimento de parcerias estratégicas como a Rede Mineira de Ciências Forenses e In2Past-BR – Instituto Brasileiro de Pesquisa em História Natural, Patrimônio Cultural, Artes, Sustentabilidade e Território.
http://lattes.cnpq.br/1691091944443667
MARIANA RAMOS DE ALMEIDA
Bio
Abstract
MARIANA RAMOS DE ALMEIDA
Doutora em Ciências - Química Analítica pela UNICAMP. Atualmente é Professora Adjunta do Departamento de Química da UFMG. Desenvolve projetos empregando espectroscopia molecular e tratamento multivariado de dados, com ênfase em espectroscopia Raman, espectroscopia Raman intensificada por superfície e desenvolvimento de sensores ópticos, direcionados a aplicações forenses, análises de alimentos e produtos agrícolas.
http://lattes.cnpq.br/6690913086860156
Quimiometria aplicada a problemas forenses
Inicialmente, será feita uma breve introdução sobre Quimiometria e será apresentado o principal modelo de classificação não supervisionada (análise exploratória de dados ou reconhecimento de padrões): análise de componentes principais (PCA, Principal Component Analysis). Na sequência, serão abordados os métodos de classificação supervisionada, com destaque para a análise discriminante por mínimos quadrados parciais (PLS-DA, Partial Least Squares – Discriminant Analysis) e o SIMCA (Soft Independent Modeling of Class Analogy). Serão debatidas as vantagens e desvantagens de se utilizar métodos discriminantes ou de modelagem de classe. A primeira parte da minicurso terminará com a apresentação do PLS, o principal método de calibração multivariada. Na segunda parte, serão apresentados métodos qualitativos e quantitativos desenvolvidos em nosso grupo de pesquisa, combinando quimiometria e técnicas espectroscópicas, para aplicação em contexto forense, tais como análise de drogas ilícitas apreendidas pela polícia, substâncias usadas em golpes do tipo “boa noite cinderela”, identificação de resíduos de disparo de arma de fogo, detecção de adulterações e falsificações em alimentos, bebidas e outros produtos.
MAURO MENDONÇA MAGLIANO
Bio
Abstract
MAURO MENDONÇA MAGLIANO
Doutor e Mestre em Valoração Econômica e Perícias Criminais Ambientais . Especialista em Geoprocessamento, com aperfeiçoamento no Remote Sensing Technology Center - RESTEC - Japão, Engenheiro Florestal graduado pela Universidade de Brasília, Perito Criminal Federal da Polícia Federal e Professor do MBA PUC - Minas e da Academia Nacional de Polícia - DPF. Vice-coordenador da Câmara Ambiental do IBAPE-SP.
http://lattes.cnpq.br/3444810471029773
http://orcid.org/0000-0002-9993-8562
O contraditório na perícia de valoração econômica do meio ambiente.
A perícia de valoração econômica de danos ambientais representa um dos maiores desafios das ciências forenses contemporâneas, dada a complexidade de converter funções ecossistêmicas e ativos naturais em valores monetários. O presente trabalho analisa a importância do exercício do contraditório técnico como ferramenta fundamental para a busca da verdade real e para a higidez do processo judicial. Diferente de áreas da engenharia com mercados consolidados, a valoração ambiental frequentemente lida com externalidades e ausência de preços de mercado, exigindo o uso de métodos como o Custo de Reposição, Valoração Contingente ou Preços Hedônicos. O foco desta palestra é discutir como a atuação do assistente técnico, fundamentada nas normas da ABNT (NBR 14653-6) e nas resoluções do CONAMA, pode e deve questionar premissas subjetivas, escolhas de taxas de desconto e a delimitação do nexo de causalidade adotados pelos peritos das diferentes partes de um processo. Serão abordados casos práticos onde a ausência de fundamentação metodológica robusta compromete a prova pericial, e como o debate entre experts — longe de ser um entrave — qualifica a decisão judicial, garantindo que a reparação do dano seja integral, porém justa e técnica. A discussão culmina na proposição de diretrizes para a elaboração de laudos mais transparentes e passíveis de auditabilidade, mitigando o risco de arbitrariedades na quantificação do dano ambiental.
MICHELLE MOREIRA MACHADO
Bio
Abstract
MICHELLE MOREIRA MACHADO
Perita Criminal de MG desde 2009. Lotada desde 2014 na Seção Técnica de Crimes Contra a Vida. Professora e palestrante de Criminalística. Editora associada da Revista Criminalística e Medicina Legal. Graduação e Mestrado em Veterinária pela UFMG e Especialização em Criminalística aplicada aos locais de crime pela Academia Nacional de Polícia.
https://lattes.cnpq.br/5927277925287455
Minicurso: Da cena de crime ao laudo: fundamentos e práticas do processamento de locais
Da cena de crime ao laudo: fundamentos e práticas do processamento de locais
PABLO ALVES MARINHO
Bio
Abstract
PABLO ALVES MARINHO
Perito Criminal da Polícia Civil de Minas Gerais onde chefia a Divisão de Laboratórios do Instituto de Criminalística. Graduado em Farmácia com habilitação em Análises Clínicas e Toxicológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em Ciências Farmacêuticas pela UFMG. Professor da Academia da Polícia Civil de Minas Gerais. Palestrante sobre as áreas das Ciências Forenses, principalmente voltadas para a Toxicologia e Química Forense. Editor-chefe da Revista Criminalística e Medicina Legal.
https://lattes.cnpq.br/1051658516088695
https://orcid.org/0000-0002-8079-9021
Aspectos periciais sobre fraudes em bebidas alcoólicas
A apresentação abordará os crimes previstos em lei relacionados às fraudes em bebidas, bem como os exames periciais que podem ser realizados para constatação de bebidas falsificadas e/ou adulteradas, notadamente as análises químicas, que podem identificar composições diferentes das bebidas apreendidas em relação aos materiais de referência, além de pesquisar possíveis agentes tóxicos como contaminantes destes vestígios, em especial o metanol e os glicóis.
PRISCILA DIAS SILY
Bio
Abstract
PRISCILA DIAS SILY
Perita Criminal Federal desde 2006. Graduada em Engenharia Química (UFF/RJ). Mestre em Química (UFF/RJ). Especialista em Documenstoscopia. (ANP/DF) É conteudista, professora e orientadora.
https://escolanacionaldepericias.org.br/loja/professores/profa-msc-priscila-dias-sily/
Do Papel ao Pixel: Os Novos Caminhos da Documentoscopia Digital
O que acontece quando os documentos deixam de existir apenas em papel e passam a ser produzidos em computadores, celulares e na nuvem? Neste painel, discutiremos como a transformação digital está mudando a forma de produzir, assinar, armazenar e verificar documentos e a relação destas transformações com o papel do perito. O painel abordará os novos vestígios que ajudam a revelar a história de um documento digital, as conexões entre diferentes áreas da perícia e os desafios trazidos por tecnologias como assinaturas eletrônicas e inteligência artificial.
RAFAEL DE LIZ
Bio
Abstract
RAFAEL DE LIZ
É Perito Criminal Federal desde 2019. Possui graduação em Farmácia - Análises Clínicas pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (2006); especialização em Genética Forense pela Diretoria de Ensino da Academia Nacional de Polícia (2023) e em Imunologia e Microbiologia pela Faculdade Única (2019). Possui mestrado (2007) e doutorado (2012) em Farmácia pela UFSC; pós-doutorado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Científica – Laval, Canadá (2014) e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (2015). Tem experiência nas áreas de Criminalística com ênfase em Genética Forense e Fortalecimento da Cadeia de Custódia.
http://lattes.cnpq.br/0593388653233347
Cadeia de Custódia: Integridade e Rastreabilidade da Prova Pericial
A cadeia de custódia constitui elemento essencial para a garantia da integridade, autenticidade e rastreabilidade dos vestígios no âmbito da persecução penal e da atividade pericial. O fortalecimento dos dispositivos legais relacionados ao processo penal, sobretudo aquele promovido pela Lei nº 13.964/2019, aliado à consolidação de diretrizes técnicas nacionais e internacionais, ampliou a necessidade de padronização dos procedimentos relacionados ao manuseio, transporte, armazenamento, processamento e documentação dos vestígios no contexto da criminalística. Esta apresentação aborda os fundamentos técnicos, jurídicos e operacionais da cadeia de custódia no âmbito do Sistema Nacional de Criminalística da Polícia Federal, com ênfase nas diretrizes estabelecidas por normativos infralegais da Polícia Federal. Nesse contexto, serão discutidas as etapas da cadeia de custódia, compreendendo desde a preservação do local de crime, reconhecimento, coleta e acondicionamento dos vestígios, até os procedimentos internos de recebimento, armazenamento, processamento pericial, movimentação e destinação final dos vestígios. Além disso, será destacada a importância da documentação contínua e rastreável, por meio de instrumentos como o Termo de Coleta de Vestígios (TCV), a Ficha de Acompanhamento de Vestígios (FAV), o Termo de Transferência de Custódia (TTC) e os registros realizados no SISCRIM, sistema informatizado responsável pela gestão e rastreabilidade dos vestígios no âmbito da Polícia Federal. Serão abordados ainda os mecanismos de identificação inequívoca, utilização de embalagens padronizadas, lacres numerados e procedimentos específicos aplicáveis a diferentes categorias de vestígios, incluindo materiais biológicos, químicos, digitais e balísticos. Além dos aspectos procedimentais, será abordada a interface entre cadeia de custódia e gestão da qualidade, relacionando os requisitos operacionais da atividade pericial às diretrizes previstas em normas técnicas como ISO/IEC 17025, ISO 21043, ISO 27037 e ISO 9001. Nesse contexto, a rastreabilidade documental, o controle de inconformidades, a gestão de risco e a padronização de processos são apresentados como instrumentos fundamentais para assegurar a confiabilidade dos resultados periciais e a admissibilidade da prova técnica em juízo. Por fim, serão analisadas as consequências jurídicas decorrentes da quebra da cadeia de custódia, especialmente à luz de recentes entendimentos jurisprudenciais dos tribunais superiores. Embora a jurisprudência atual afaste a nulidade automática da prova, observa-se crescente rigor quanto à necessidade de demonstração da integridade e do controle de posse dos vestígios.
RAFAEL OLIVEIRA RIBEIRO
Bio
Abstract
RAFAEL OLIVEIRA RIBEIRO
Perito Criminal Federal desde 2008. Foi chefe do Serviço de Perícias em Audiovisual e Eletrônicos da Polícia Federal entre 2018 e 2020. Desde 2019 representa o Instituto Nacional de Criminalística no Facial Identification Scientific Working Group (FISWG), onde atuou como vice-chair do subcomitê de Sistemas e Captura no biênio 2023-2024. É mestre pela UnB e doutorando pela Aston University, Reino Unido, onde pesquisa o desenvolvimento de métodos para perícias de comparação facial baseados no pardigma da ciência forense de dados.
Perícia de Comparação Facial – Análise Assistida por Sistema Automático
A palestra apresentará um novo método de análise e interpretação para o exame pericial de comparação facial. O método é baseado na utilização de dados relevantes para cada caso e no emprego de sistemas automáticos de reconhecimento facial. Este método tem sido desenvolvido e aprimorado no Instituto Nacional de Criminalística, já tendo sido aplicado em casos de relevância, como as perícias nas imagens das invasões às sedes do três poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. Na palestra também serão discutidos aspectos práticos relacionados à utilização do método, desafios e desenvolvimentos planejados para a perícia de comparação facial.
RODRIGO ALEJANDRO ABARZA MUÑOZ
Bio
Abstract
RODRIGO ALEJANDRO ABARZA MUÑOZ
Doutor em Química pela USP (2006) com Estágio de Doutorado na University of Oxford (2005), Pós-doutorado na Arizona State University (2007) e na USP(2008), e Bacharel em Quimica pela USP (2001). É Professor Titular da Universidade Federal de Uberlândia e bolsista em Produtividade do CNPq 1B. Faz parte do comitê gestor da Rede Mineira de Ciências Forenses e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Substâncias Psicoativas. Atua em eletroanalítica, sensores eletroquímicos, química forense, materiais avançados e impressão 3D.
http://lattes.cnpq.br/0884149595277368
ORCID 0000-0001-8230-5825
Novas tecnologias analíticas empregadas na área forense
Vivemos um momento em que o desafio das Ciências Forenses já não é apenas produzir mais dados, mas transformá-los em evidências confiáveis, interpretáveis e aplicáveis à rotina pericial. Nesse contexto, a Quimiometria tem desempenhado um papel fundamental, permitindo extrair informações de conjuntos de dados complexos, viabilizando o uso de instrumentação mais simples e portátil e impulsionando o desenvolvimento de métodos rápidos e sustentáveis.
Apesar do expressivo crescimento das pesquisas e das colaborações entre universidades e instituições de perícia, apenas uma pequena parcela dessas inovações chega a ser incorporada à prática pericial. O que ainda impede essa transferência de tecnologia?
Ao mesmo tempo, o avanço das plataformas de Inteligência Artificial abre novas perspectivas para o desenvolvimento, a validação e a implementação de métodos baseados em espectroscopia e Quimiometria. Será que a IA poderá reduzir a distância entre a pesquisa acadêmica e a rotina dos laboratórios forenses?
Dentro do mesmo contexto, métodos eletroanalíticos desenvolvidos nos laboratórios de pesquisa poderiam alcançar a rotina de laboratórios forenses? Ou mesmo permitir análises no local da ocorrência?
Essas são algumas questões servirão como ponto de partida para a apresentação e para a discussão com a plateia sobre os desafios e as oportunidades das novas tecnologias analíticas aplicadas às Ciências Forenses.
ROGÉRIO ARAUJO LORDEIRO
Bio
Abstract
ROGÉRIO ARAUJO LORDEIRO
Licenciatura em Química (2003) e Mestrado em Química Analítica (2011) UFMG. Perito Criminal Lotado na Seção Técnica de Física e Química Legal da Polícia Civil de Minas Gerais desde 2006.
http://lattes.cnpq.br/1826570813907577
https://orcid.org/0009-0007-4871-9750
Fraudes em Detergente em Pó - Uma realidade Mineira?
Apresentação de casos de fraudes em detergente em pó no contexto da Polícia Civil de Minas Gerais explorando diversas técnicas para a diferenciação de amostras originais e fraudadas.
RUBENS VELLOSA NOGUEIRA
Bio
Abstract
RUBENS VELLOSA NOGUEIRA
Rubens é Perito Jucial do Poder Judiciário do Estado de São Paulo a treze anos na area de Informática, formado na áera de Computação, foi Professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul na Area da Ciência da Computação.É Associado da FISWG (FACIAL IDENTIFICATION SCIENTIFIC WORKING GROUP), faz parte da Diretoria da SBCF e atua como Perito de Informática especialista em Perícia Bancária.
https://www.sbcf.org.br/informativo/view?TIPO=3&ID_INFORMATIVO=8
SAMUEL FEUERHARMEL
Bio
Abstract
SAMUEL FEUERHARMEL
Graduado em Farmácia e Bioquímica; Pós-graduado (especialista) em Docência Universitária; Perito Criminal Federal aposentado, com atuação entre 2002 e 2021; Autor dos livros Documentoscopia – aspectos científicos, técnicos e jurídicos e Análise grafoscópica de assinaturas; Professor de documentoscopia e grafoscopia em cursos de pós-graduação e formação de peritos.
https://lattes.cnpq.br/6574257294371367
MC2 - Grafoscopia: quando a escrita é o vestígio
O curso abordará a importância de os peritos grafotécnicos empregarem os elementos identificadores da escrita como “marcadores gráficos” para a identificação da autoria de manuscritos. Para isso, serão apresentados exemplos de frequências obtidas em estudos já realizados com os principais elementos identificadores, em vários aspectos distintos, explicando também como cada perito pode realizar suas próprias pesquisas em materiais gráficos obtidos na população em geral. Os resultados desses estudos e pesquisas podem ser empregados diretamente em perícias grafotécnicas e ainda ser publicados por meio de artigos científicos ou de palestras técnicas. Também será apresentado um roteiro detalhado sobre como obter, gerenciar e avaliar amostras de escritas normais de um numeroso grupo de pessoas.
SARAH WILLE
Bio
Abstract
SARAH WILLE
Dr. Sarah Wille (PhD Pharm.) heads the Forensic Toxicology Department at the National Institute of Criminalistics and Criminology (NICC) in Brussels, Belgium and serves as an expert for Belgian judicial authorities. She has published extensively in toxicology, co-edits WIRES Forensic Toxicology and the Journal of Analytical Toxicology, and received the TIAFT Achievement Award. She is the president-elect of TIAFT (The International Association of Forensic Toxicology), Vice-president of the Royal Society of Legal Medicine Belgium and president of the Toxicological Society of Belgium and Luxembourg.
https://orcid.org/0000-0002-2683-9379
Mini-course Forensic Toxicology: from biological sample to expert evidence
This mini-course on Forensic Toxicology: From Biological Sample to Expert Evidence provides an applied overview of toxicological analysis within forensic casework, emphasizing the role of alternative biological matrices such as hair and oral fluid. These matrices offer valuable advantages in investigations involving drug-facilitated sexual assault (DFSA), postmortem (PM) toxicology, and drug‑impaired driving. Hair enables long-term retrospective detection of drug use, pattern interpretation, and exposure timelines, making it especially relevant in DFSA cases with reporting delays and in PM investigations where decomposition limits conventional samples. Oral fluid, reflecting recent drug intake and free active drug concentrations, is increasingly used for roadside drug testing and impaired-driving assessments. The course covers sampling strategies, analytical workflows, result interpretation, and evidentiary reporting, illustrating how matrix selection influences sensitivity, detection windows, and forensic reliability. Through real-case scenarios and methodological insights, participants gain a comprehensive understanding of how biological samples are transformed into robust expert evidence.
TALES GIULIANO VIEIRA
Bio
Abstract
TALES GIULIANO VIEIRA
Perito Criminal Oficial da PCMG e Professor Universitário. Coordenador de Perícias do 6° Depto da PCMG. Graduação e Mestrado em Química (UFMG), Doutorado em Química (UFLA), Pós-doutorado em Ciência da Computação com ênfase em Ciência dos Dados e Sistemas Forenses (UFLA). Atua como gestor pericial e especialista em arquitetura e Integração de Sistema com foco em integração de soluções.
www.investigacaoforense.com
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https://lattes.cnpq.br/6516103975417694
ORCID:0009-0006-0988-1491
Da Evidência Digital aos Sistemas Inteligentes: Arquitetura de SaaS Forense com Inteligência Artificial em Ambientes Regulados
A crescente complexidade das investigações digitais e o aumento exponencial do volume de dados demandam uma evolução significativa nas ferramentas e abordagens utilizadas na perícia. Esta palestra apresenta uma perspectiva orientada à engenharia de sistemas sobre como transformar evidências digitais em sistemas inteligentes por meio da construção de plataformas SaaS forenses integradas com Inteligência Artificial. Serão discutidos os fundamentos de arquitetura para ambientes regulados, com ênfase em requisitos críticos como rastreabilidade (chain-of-custody), integridade criptográfica, controle de acesso e conformidade com normas de proteção de dados. A apresentação aborda ainda o uso de IA — incluindo análise de metadados, detecção de anomalias e integração com modelos de linguagem (LLMs) — como mecanismo para automatização, priorização e enriquecimento da análise pericial. A partir de casos reais, serão exploradas estratégias de desenvolvimento de sistemas escaláveis que reduzem significativamente o esforço manual, aumentam a confiabilidade das análises e viabilizam a operacionalização de pipelines inteligentes em ambientes de segurança pública. Por fim, são discutidos desafios técnicos, limitações e oportunidades futuras na convergência entre engenharia de software, ciência de dados e perícia digital.
VINICIUS BIGONHA CANCELA MORAES DE MELO
Bio
Abstract
VINICIUS BIGONHA CANCELA MORAES DE MELO
Graduado em Direito pela Universidade Presidente Antônio Carlos; especialista em Direito Civil pela mesma instituição; também possui especialização em Gestão Pública pela Universidade Federal do Espírito Santo; foi Oficial de Apoio Judicial do TJMG e Delegado de Polícia Civil (MG); atualmente é Promotor de Justiça do Estado de Minas Gerais, sendo Coordenador do Centro de Apoio Operacional de Apoio aos Promotores designados para funções Eleitorais e da Central de Apoio Técnico do MPMG; professor na Pós-Graduação lato sensu em Ciências Criminais na visão do Ministério Público (CEAF-MPMG), professor licenciado de Direito Penal e Processual Penal das Faculdades de Direito de Carangola (Doctum) e FAMINAS.
http://lattes.cnpq.br/2411223897738559
Assistente técnico: instrumento de qualificação da prova ou fonte de ruído? A visão do Ministério Público
Abordar a relação do Assistente na produção da prova, sob a ótica do Ministério Público
VITOR DE CARVALHO MAIA
Bio
Abstract
VITOR DE CARVALHO MAIA
Graduando em geologia pela UFMG, possui experiência na área de geociências, com ênfase em mineralogia (caracterização mineral) e gemologia (gemas coradas). Atua como monitor na mesma instituição.
http://lattes.cnpq.br/2965718295232656
Identificação e Avaliação de Pedras Preciosas
Transmitir aos participantes informações sobre a identificação das gemas e de suas imitações, bem como de seus aspectos mercadológicos. Noções sobre a gênese das gemas no contexto geológico, sua prospecção e beneficiamento. Tópicos diversos sobre diamante e pedras coradas englobando a geologia, a mineralogia e o mercado.
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